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	<title>Ramirez Alvez ADV</title>
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	<title>Ramirez Alvez ADV</title>
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		<title>Você está pesquisando franquias baratas e lucrativas? Antes de assinar, entenda os riscos jurídicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 19:21:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Franchising]]></category>
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		<category><![CDATA[Franquiabarata]]></category>
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		<category><![CDATA[modelo de negocio]]></category>
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					<description><![CDATA[Está pesquisando franquias baratas e lucrativas? Entenda os cuidados jurídicos antes de assinar contrato, analisar a COF, pagar taxa de franquia, royalties e fundo de propaganda. Franquias baratas e lucrativas: por que o cuidado jurídico deve vir antes da assinatura? A busca por franquias baratas e lucrativas tem crescido entre empreendedores que desejam iniciar um [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Está pesquisando franquias baratas e lucrativas? Entenda os cuidados jurídicos antes de assinar contrato, analisar a COF, pagar taxa de franquia, royalties e fundo de propaganda.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Franquias baratas e lucrativas: por que o cuidado jurídico deve vir antes da assinatura?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A busca por <strong>franquias baratas e lucrativas</strong> tem crescido entre empreendedores que desejam iniciar um negócio com uma marca já conhecida, modelo operacional testado e maior previsibilidade em comparação com a criação de uma empresa do zero.</p>

<p class="wp-block-paragraph">De fato, o sistema de franquias pode ser uma alternativa interessante para quem pretende empreender com apoio de uma rede estruturada. No entanto, é justamente por parecer um modelo mais seguro que muitos investidores deixam de observar pontos jurídicos essenciais antes da assinatura do contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Uma franquia barata nem sempre é simples. Uma franquia lucrativa nem sempre é segura. E uma proposta comercial atrativa pode esconder obrigações financeiras, limitações territoriais, cláusulas de exclusividade, cobranças periódicas, metas de desempenho, multas contratuais e riscos que só aparecem depois da assinatura.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de escolher uma franquia pelo valor inicial de investimento, é indispensável analisar juridicamente a Circular de Oferta de Franquia, o contrato, as taxas, os royalties, as obrigações do franqueado e a real estrutura oferecida pela franqueadora.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O que é uma franquia empresarial?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A franquia empresarial é um modelo de negócio pelo qual o franqueador autoriza o franqueado a usar sua marca, seus métodos, seus sistemas de implantação, sua estrutura operacional e, em muitos casos, seu know-how de gestão, comercialização e organização empresarial.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o franqueado passa a explorar um negócio vinculado à marca da franqueadora, seguindo padrões previamente definidos. Em contrapartida, assume obrigações contratuais e financeiras, como o pagamento da taxa inicial de franquia, royalties, taxa de publicidade, fundo de propaganda e outras cobranças previstas na Circular de Oferta de Franquia e no contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A franquia, portanto, não se resume ao uso de uma marca. Ela envolve um conjunto de elementos jurídicos, econômicos e operacionais, incluindo assistência, padronização, treinamento, transferência de conhecimento, suporte e obrigações contínuas entre franqueador e franqueado.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Franquia barata é sempre um bom negócio?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O fato de uma franquia exigir baixo investimento inicial não significa que ela terá baixo custo de manutenção. Muitas vezes, o valor de entrada é apenas uma das parcelas do investimento total.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Antes de contratar, o futuro franqueado deve verificar:</p>

<p class="wp-block-paragraph">Qual é a taxa inicial de franquia.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Quais royalties serão cobrados.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se existe taxa de publicidade ou fundo de propaganda.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há taxa de renovação contratual.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há taxa de transferência.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há obrigação de compra mínima de produtos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se existe fornecedor exclusivo.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há metas obrigatórias de faturamento.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se existem multas por rescisão antecipada.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há cláusula de não concorrência.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se a franqueadora oferece suporte real ou apenas promete suporte comercial.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, a análise não deve se limitar à pergunta: “quanto custa abrir essa franquia?”. A pergunta correta é: “quais obrigações eu assumirei durante toda a vigência do contrato?”.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O que é a Circular de Oferta de Franquia?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A Circular de Oferta de Franquia, conhecida como COF, é um dos documentos mais importantes da relação entre franqueador e franqueado.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A COF deve apresentar informações relevantes sobre a franquia, a franqueadora, o histórico da rede, os investimentos necessários, as taxas cobradas, as obrigações das partes, os direitos do franqueado, a situação da marca, a existência de ações judiciais e outros dados essenciais para que o candidato avalie os riscos do negócio.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A legislação exige que a COF seja entregue ao candidato a franqueado com antecedência mínima de 10 dias antes da assinatura do contrato, do pré-contrato ou do pagamento de qualquer taxa.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Esse prazo existe para proteger o investidor. O objetivo é evitar decisões impulsivas, especialmente em negociações realizadas em feiras de franquias, reuniões comerciais, apresentações de expansão ou campanhas de venda agressivas.</p>

<h2 class="wp-block-heading">O que analisar na COF antes de investir em uma franquia?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A COF deve ser analisada com atenção, especialmente nos seguintes pontos:</p>

<p class="wp-block-paragraph">Informações sobre a franqueadora e empresas ligadas ao grupo econômico.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Balanços e demonstrações financeiras.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Histórico da franquia.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Descrição do negócio e das atividades.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Perfil exigido do franqueado.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Investimento inicial estimado.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Taxa de franquia.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Royalties.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Taxa de publicidade ou fundo de propaganda.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Obrigações de compra de produtos ou insumos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Território de atuação e eventual exclusividade.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Suporte prometido pela franqueadora.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Treinamentos oferecidos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Situação da marca perante o INPI.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Regras de renovação, transferência e rescisão.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Multas e penalidades.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Relação de franqueados ativos e desligados.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Existência de ações judiciais envolvendo a franqueadora ou o sistema de franquia.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A ausência de clareza nesses pontos pode gerar conflitos futuros. Grande parte das disputas entre franqueados e franqueadores nasce justamente da falta de transparência, da ambiguidade contratual ou da diferença entre o que foi prometido comercialmente e o que foi efetivamente previsto nos documentos.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Promessa de lucro em franquia merece cautela</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Quando alguém pesquisa por franquias baratas e lucrativas, é comum encontrar promessas comerciais envolvendo retorno rápido, baixo risco e alta rentabilidade.</p>

<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o candidato deve ter cautela com qualquer promessa de lucro garantido.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A franquia é um modelo empresarial. Isso significa que envolve risco. Mesmo que a marca seja conhecida e o modelo esteja formatado, o sucesso da unidade dependerá de diversos fatores, como localização, gestão, capital de giro, mercado consumidor, concorrência, custos fixos, equipe, treinamento e execução do padrão operacional.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A franqueadora pode apresentar estimativas, estudos e projeções, mas esses dados precisam ser analisados com seriedade. O futuro franqueado deve verificar se os números apresentados são compatíveis com a realidade da rede e se existem informações documentadas que sustentem a expectativa de faturamento.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Sempre que houver promessa verbal de lucro, retorno garantido ou recompra futura da unidade, é recomendável exigir que essa informação conste expressamente por escrito. O que não está documentado pode se tornar difícil de comprovar posteriormente.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Royalties em franquias: o que são e como funcionam?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Os royalties são uma das principais formas de remuneração da franqueadora.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Em regra, os royalties remuneram o uso contínuo da marca, do sistema operacional, dos métodos de gestão, do know-how, do suporte e dos demais elementos que compõem a rede de franquia.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A forma de cobrança pode variar conforme o modelo de negócio. Os royalties podem ser cobrados:</p>

<p class="wp-block-paragraph">Como percentual sobre o faturamento bruto.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Como valor fixo mensal.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Como percentual sobre compras de produtos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Por modelo híbrido, com percentual sobre faturamento e valor mínimo mensal.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Por outras formas previstas na COF e no contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O ponto mais importante é que a forma de cobrança deve estar clara antes da assinatura. O franqueado precisa saber quanto pagará, quando pagará, qual será a base de cálculo, quais índices de reajuste serão aplicados e quais penalidades poderão incidir em caso de inadimplemento.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Uma franquia pode parecer barata no investimento inicial, mas se tornar onerosa ao longo do tempo se os royalties, as compras obrigatórias e as demais taxas comprometerem a margem de lucro da operação.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Taxa de franquia, fundo de propaganda e outras cobranças</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Além dos royalties, o contrato de franquia pode prever outras cobranças.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A taxa inicial de franquia costuma ser paga no início da relação contratual e remunera o ingresso do franqueado na rede, o acesso inicial ao sistema, a marca, os treinamentos e a estrutura de implantação.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O fundo de propaganda ou taxa de publicidade, por sua vez, tem natureza distinta dos royalties. Em geral, essa cobrança é destinada a ações de marketing, fortalecimento da marca e campanhas institucionais da rede.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Também podem existir taxa de renovação, taxa de transferência, cobrança por treinamentos adicionais, aquisição obrigatória de equipamentos, compra de insumos homologados, pagamento por sistemas, softwares e manuais operacionais.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Todas essas despesas precisam ser somadas no planejamento financeiro do candidato. O erro de muitos investidores é avaliar apenas o valor inicial de investimento e ignorar o custo jurídico e operacional de permanência na rede.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Cláusula territorial e exclusividade: atenção especial</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é a cláusula territorial.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O franqueado deve verificar se terá exclusividade em determinada região ou se a franqueadora poderá instalar outras unidades próximas, vender online para o mesmo público ou autorizar terceiros a explorar a marca em território semelhante.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A ausência de clareza sobre território pode gerar concorrência interna dentro da própria rede. Por isso, é essencial analisar se a COF e o contrato indicam a área de atuação, eventual exclusividade, limites geográficos, canais digitais e critérios para abertura de novas unidades.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Posso rescindir um contrato de franquia?</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Sim, mas a rescisão de um contrato de franquia deve ser analisada com cautela.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Os contratos de franquia costumam ser contratos de execução continuada, com obrigações permanentes entre as partes. A extinção pode ocorrer por término do prazo, não renovação, distrato, denúncia imotivada, descumprimento contratual ou justa causa.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a saída antecipada pode gerar multas, perdas financeiras, restrições de atuação posterior, cláusula de não concorrência e obrigação de descaracterização da unidade.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Por isso, antes de assinar, o futuro franqueado deve entender exatamente:</p>

<p class="wp-block-paragraph">Qual é o prazo do contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Quais são as hipóteses de rescisão.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Qual multa será aplicada em caso de saída antecipada.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há aviso prévio obrigatório.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se existe cláusula de não concorrência.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O que acontece com estoque, equipamentos e ponto comercial.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se há possibilidade de transferência da unidade a terceiro.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Quais obrigações permanecem após o fim do contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Assinar sem compreender essas consequências pode gerar prejuízos relevantes.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Franquias baratas e lucrativas exigem análise jurídica prévia</h2>

<p class="wp-block-paragraph">A melhor forma de reduzir riscos é realizar uma análise jurídica antes da assinatura do contrato.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Essa análise deve envolver a leitura da COF, do contrato de franquia, do pré-contrato, dos anexos, das projeções financeiras, das cláusulas de remuneração, das penalidades, da situação da marca e das obrigações operacionais.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Um advogado com atuação em contratos de franquia pode auxiliar o candidato a identificar riscos que muitas vezes não aparecem na apresentação comercial.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais pontos de atenção estão:</p>

<p class="wp-block-paragraph">Cobranças excessivas ou pouco claras.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Ausência de transparência na COF.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Promessas comerciais não documentadas.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Marca sem proteção adequada.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Cláusulas de rescisão desproporcionais.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Multas elevadas.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Falta de clareza sobre suporte e treinamento.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Exclusividade territorial mal definida.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Obrigação de compra com fornecedores específicos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Fundo de propaganda sem prestação de contas adequada.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Incompatibilidade entre investimento estimado e capacidade financeira do franqueado.</p>

<h2 class="wp-block-heading">Conclusão: antes de investir em franquias baratas e lucrativas, revise os documentos</h2>

<p class="wp-block-paragraph">Pesquisar por franquias baratas e lucrativas pode ser o primeiro passo para empreender, mas não deve ser o único.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Antes de assinar qualquer contrato, pagar taxa de franquia ou assumir obrigações com a franqueadora, o candidato precisa compreender todos os riscos jurídicos e financeiros envolvidos.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A franquia pode ser uma excelente oportunidade de negócio, desde que a decisão seja tomada com informação, transparência e análise documental adequada.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Se você está avaliando investir em uma franquia, pretende participar de uma feira de franquias ou recebeu uma Circular de Oferta de Franquia para assinatura, o ideal é revisar todos os documentos antes de assumir o compromisso.</p>

<p class="wp-block-paragraph">O escritório Ramirez Alves auxilia franqueados e franqueadores na análise de contratos de franquia, Circular de Oferta de Franquia, cobrança de royalties, rescisão contratual, cláusulas abusivas e prevenção de conflitos empresariais.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Antes de investir em uma franquia, busque orientação jurídica especializada.</p>
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		<title>Relacionamento, Regime de Bens, Sucessão e Herança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 21:42:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[No Brasil, os modelos de família e relacionamento ao longo destes últimos 22 anos, desde a promulgação da mais recente legislação (“Código Civil”), tem passado por significativas mudanças. O intuito deste artigo é tratarmos das situações mais cotidianas no relacionamento, imprescindível assim, falar sobre regime de bens, sucessão no caso de falecimento de um dos [&#8230;]]]></description>
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							<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, os modelos de família e relacionamento ao longo destes últimos 22 anos, desde a promulgação da mais recente legislação (“Código Civil”), tem passado por significativas mudanças. O intuito deste artigo é tratarmos das situações mais cotidianas no relacionamento, imprescindível assim, falar sobre regime de bens, sucessão no caso de falecimento de um dos cônjuges e cenário no caso de um possível divórcio.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Regra geral, aquele ou aquela que deseja conviver em comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres, deverá casar-se, na forma da lei, o casamento outrossim, refere-se a um negócio jurídico celebrado entre as partes, com forma especificamente determinada e com efeitos especiais e específicos na vida civil e patrimonial da família, alteração de estado civil, constituição de deveres e obrigações entre as partes (Art. 1.511 e seguintes do CC).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Ainda, com a finalidade de regularizar os relacionamentos de fato, havidos na sociedade, há o reconhecimento das relações familiares por meio da união estável, assim, aqueles ou aquelas que convivam com o propósito de constituir família, continuamente e de forma duradoura publicamente, convive em união estável (Art. 1723 do CC).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Também, no Brasil foi constatado um número recorde de contrato de namoro firmados no ano de 2023, mas, ainda não há forma regulada pela legislação, todavia, casais que objetivam especificar que “não possuem intenção de compartilhar patrimônio”, “obrigações reciprocas de convivência”, podem, regra geral, em Cartório de Notas, celebrar um contrato de namoro perante um tabelião, com a finalidade especifica de fazer prova contundente da vontade das partes, se, no futuro uma das partes desejar realizar eventual questionamento judicial. De todo modo é importante ressaltar que este tipo de contrato pode servir como elemento de prova processual, mas não possui validade/finalidade para blindar/esquivar ou libertar os envolvidos das consequências de uma união estável se constatada de fato.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Assim, tanto no casamento como na união estável o casal poderá escolher o seu regime de bens, no seguinte sentido: </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Comunhão Parcial de Bens</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Neste regime, apenas os bens adquiridos após o casamento são considerados bens comuns do casal, aqueles que foram adquiridos antes permanecem como propriedade exclusiva do cônjuge que os adquiriu ou recebeu. Pela regra da Lei, este regime é aplicado automaticamente e vigorará, caso os envolvidos na relação familiar não escolham um regime específico para reger o casamento.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Como consequências, na sucessão temos que o cônjuge sobrevivente é meeiro dos bens adquiridos durante a constância do casamento e herdeiro dos bens particulares do falecido, quais sejam aqueles mencionados bens adquiridos antes do casamento ou aqueles recebidos por doação/herança. Regra geral, se o falecido tiver descendentes ou ascendentes, o esposo ou a esposa ou o companheiro(a), concorrerá com eles na herança desses bens. Já no cenário hipotético de eventual divórcio, somente terá direito à partilha dos bens adquiridos em conjunto, na constância do casamento.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Separação  de Bens  </strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Neste regime, cada cônjuge mantém a propriedade exclusiva de todos os bens adquiridos antes e durante o casamento. Assim, no caso de divorcio não há bens a partilhar, porém na hipótese de falecimento de um dos cônjuges será considerado herdeiro(a), pois, pela regra da Lei, o cônjuge não tem direito à meação dos bens do falecido, no entanto, ele pode ser herdeiro dos bens do falecido, juntamente com os descendentes ou ascendentes. No caso de divórcio, salvo a comprovação fatídica de que contribuiu para a aquisição de algum bem particular, não há que se falar em partilha de bens comuns. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Separação Obrigatória de Bens</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Este regime é imposto por lei em casos específicos, como no casamento de pessoas com mais de 70 anos ou de menores de idade sem autorização dos pais. Cada cônjuge mantém a propriedade exclusiva de seus bens em caso de divórcio, bem como no caso de falecimento o cônjuge vale a pena esclarecer que o sobrevivente não tem direito à meação, mas pode herdar os bens do falecido junto com descendentes ou ascendentes, conforme a ordem de vocação hereditária.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Há uma recente decisão do STF que determinou que “nos casamentos e uniões estáveis envolvendo pessoa maior de 70 anos, o regime de separação de bens previsto no artigo 1.641, II, do Código Civil, pode ser afastado por expressa manifestação de vontade das partes mediante escritura pública&#8221;. Na prática, pessoas acima dessa idade que já estejam casadas ou em união estável podem alterar o regime de bens, mas para isso é necessário autorização judicial (no caso do casamento) ou manifestação em escritura pública (no caso da união estável) ARE 1.309.642 (Tema 1.236).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><b>4. Participação final nos aquestos</b></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A Participação Final nos Aquestos é um regime de bens adotado em alguns países, sendo uma opção no Brasil para casais que desejam equilibrar a independência patrimonial durante o casamento com a partilha dos bens adquiridos conjuntamente.  Durante o casamento, cada cônjuge administra seus próprios bens de forma independente. Os bens adquiridos antes do casamento e aqueles recebidos por herança ou doação não se comunicam e permanecem de propriedade exclusiva de cada cônjuge.  Os &#8220;aquestos&#8221; são os bens adquiridos durante o casamento por ambos os cônjuges.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">No caso de divórcio, é feita uma partilha dos aquestos, ou seja, dos bens adquiridos conjuntamente durante o casamento. E No caso de falecimento, cada cônjuge tem direito à metade do valor total dos aquestos, considerando as contribuições financeiras e não financeiras de ambos. A meação refere-se à parte dos bens que pertence ao cônjuge sobrevivente, correspondente à metade dos aquestos. A outra metade dos aquestos, junto com os bens particulares do falecido, constitui a herança, que será distribuída entre os herdeiros (descendentes, ascendentes e o próprio cônjuge sobrevivente, conforme a ordem de vocação hereditária estabelecida pelo Código Civil).</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Comunhão Universal de Bens</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">No regime da comunhão universal de bens, todos os bens adquiridos antes e durante o casamento, com exceção dos bens excluídos pela lei ou por pacto antenupcial, são considerados comuns.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aqui no caso de falecimento de um dos cônjuges poderá ser Meeiro e Herdeiro</strong> e o sobrevivente tem direito à metade de todos os bens comuns, também tidos ou considerados como meação. Além disso, será herdeiro dos bens particulares do falecido, dividindo-os com os descendentes ou ascendentes, se houver.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, no divorcio terá direito à partilha dos bens adquiridos na constância do casamento ou aqueles tidos como bens comuns que eventualmente foram herdados ou doados sem cláusula de incomunicabilidade.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>É importante entender ainda os aspectos da  Doação com Cláusula de Incomunicabilidade</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">A cláusula de incomunicabilidade impede que os bens doados se comuniquem com o patrimônio do outro cônjuge, independentemente do regime de bens adotado. Esses bens não são partilhados em caso de divórcio ou falecimento.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Bens Anteriores ao Casamento:</strong> Mesmo se os bens forem adquiridos antes do casamento, se houver uma cláusula de incomunicabilidade, esses bens permanecerão como propriedade exclusiva do donatário e não serão partilhados com o cônjuge sobrevivente.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pacto Antenupcial</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nos termos do Art. 1653 do Código Civil, o casal ou os companheiros, querendo, poderão escolher lavrar um pacto antenupcial com a finalidade de melhor determinar as obrigações e deveres da relação conjugal, sobretudo para tratar das questões patrimoniais. Ressalvando que há obrigatoriedade da lavratura, quando o regime de bens escolhido não for o da comunhão parcial.</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Importância do Planejamento Sucessório</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O planejamento sucessório é crucial para evitar conflitos e garantir que os desejos das partes sejam respeitados. O regime de bens escolhido no casamento influenciará diretamente na sucessão e nos direitos do cônjuge sobrevivente.</p>
<p></p>
<p></p>
<ul class="wp-block-list">
<li style="list-style-type: none;">
<ul></ul>
</li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li><strong>Consultoria Jurídica:</strong> É altamente recomendável consultar um advogado especializado em direito de família e sucessões. Um advogado pode ajudar a esclarecer as implicações do regime de bens escolhido e orientar sobre as melhores práticas para proteger os interesses de todas as partes envolvidas.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p></p>
<p></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li><strong>Planejamento Sucessório:</strong> O planejamento sucessório adequado pode prevenir conflitos familiares e garantir uma distribuição de bens que respeite as vontades dos envolvidos. Considerar todas as variáveis, como a existência de filhos de relacionamentos anteriores, é essencial para uma sucessão justa e ordenada.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fique atento, pois&#8230;</strong></p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Compreender os diferentes regimes de bens e a importância do planejamento sucessório é essencial para proteger os interesses de todas as partes envolvidas em um relacionamento. Realizar um planejamento sucessório adequado não só previne conflitos familiares, mas também garante que os desejos dos cônjuges sejam respeitados na distribuição dos bens. Consultar um advogado especializado em direito de família e sucessões é altamente recomendável para obter orientações precisas e personalizadas, assegurando uma gestão patrimonial eficiente e justa.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando há conflitos no casamento e estes estão relacionados à situação financeira do casal, ressaltamos que, há determinação legal que possibilita a modificação do regime de bens, desde que, fundamentado e direcionado ao juízo.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">Lembramos ainda que, o  cônjuge pode ser herdeiro dos bens adquiridos antes do casamento, dependendo do regime de bens adotado e da existência de cláusulas específicas como a incomunicabilidade. Entender essas nuances e realizar um planejamento sucessório adequado com a ajuda de um advogado especializado é fundamental para proteger os interesses de todos os envolvidos e evitar prejuízos futuros.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"></p>						</div>
				</div>
					</div>
				</div>
							</div>
		]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>A Abusividade dos Convênios em Imposição de Carência frente a Situações de Emergências e Urgências: Uma Análise à Luz do Código de Defesa do Consumidor e da Regulamentação da ANS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 May 2024 14:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[Os convênios médicos desempenham um papel crucial na vida dos brasileiros, permitindo a população ter acesso à serviços de saúde, com maior comodidade. No entanto, em algumas situações, surgem conflitos entre as operadoras dos planos de saúde e consumidores, especialmente no que diz respeito à imposição de períodos de carência para atendimento de emergências e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1259" class="elementor elementor-1259">
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<p class="wp-block-paragraph">Os convênios médicos desempenham um papel crucial na vida dos brasileiros, permitindo a população ter acesso à serviços de saúde, com maior comodidade. No entanto, em algumas situações, surgem conflitos entre as operadoras dos planos de saúde e consumidores, especialmente no que diz respeito à imposição de períodos de carência para atendimento de emergências e urgências.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A imposição de carências nos planos de saúde é uma prática habitual entre as operadoras de planos de saúde e visam dar proteção as operadoras contra o risco para qual, em tese, são contratadas. Isso porque, referida prática visa que obstar que segurados contratem o plano apenas quando necessitam de determinado procedimento ou atendimento imediato. Contudo, a forma como essa prática é aplicada nem sempre está em consonância com os princípios da boa-fé objetiva ou há equilíbrio contratual o que notadamente, deixa o consumidor em certo grau de desvantagem.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei basilar promulgada para dar proteção aos direitos dos consumidores, estabelece em seu artigo 51, inciso IV, que é considerada abusiva qualquer cláusula contratual que imponha obrigações excessivamente onerosas ao consumidor em detrimento do fornecedor de produtos ou serviços, e que os coloque em extrema desvantagem, sendo nulas de plano direito. Essa proteção se estende, inequivocamente, à imposição de carências excessivas para atendimento em situações de emergência e urgência, considerando tratar-se de fatos imprevisíveis e supervenientes contratação.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Assim, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável pela regulamentação do setor de planos de saúde, corrobora com referido entendimento, determinando em sua Resolução Normativa nº 259/2011 que os planos de saúde <strong>não podem</strong> impor carência para atendimento de urgência e emergência.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Não por outro motivo também em complemento as disposições anteriores é suplementar a Resolução nº 162/2007 da ANS, ao estabelecer que o prazo máximo de carência para atendimento de urgência e emergência é de <strong>apenas 24 horas</strong> a partir da contratação do plano.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Considerando as abusividades praticadas pelas operadoras de saúde, a jurisprudência tem sedimentar e consolidado entendimento, no sentido de proteger os consumidores contra a abusividade das cláusulas de carência. Portanto, os nossos tribunais, assim como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconhecem a abusividade de cláusulas que impõem carência superior a 24 horas para atendimento em situações de emergência e urgência.</p>

<p class="wp-block-paragraph">A recusa indevida de cobertura nesses casos pode gerar <strong>danos morais</strong> ao consumidor, conforme entendimento consolidado pelo STJ. Isso porque, o dano moral se configura pela violação de direitos personalíssimos do consumidor, como a sua saúde, segurança e bem-estar, que não podem ser submetidos a qualquer tipo de restrição em situações de extrema necessidade, considerando que a vida é maior bem jurídico que alguém pode ter.</p>

<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a imposição de carências vem sendo considerada como um prática  abusiva em situações de emergência e urgência, considerando que não apenas viola os direitos dos consumidores, mas também gera diversos prejuízos, tais como:</p>

<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Complicações do quadro clínico do paciente:</strong> A espera pelo fim da carência pode colocar em risco a vida do consumidor, especialmente em situações críticas que exigem atenção médica imediata.</li>

<li><strong>Aumento do sofrimento:</strong> A recusa de atendimento em momentos de extrema necessidade gera sofrimento adicional ao consumidor e seus familiares, que já se encontram fragilizados pela situação.</li>

<li><strong>Oneração financeira:</strong> O consumidor pode ser obrigado a arcar com os custos do atendimento por conta própria, gerando sérios prejuízos financeiros, pelo estado de necessidade.</li>
</ul>

<p class="wp-block-paragraph">Assim conclui-se que a imposição de carências para atendimento em situações de emergência e urgência configura prática abusiva por parte das operadoras de planos de saúde, violando os direitos dos consumidores, a regulamentação da ANS e os princípios da boa fé contratual e da razoabilidade.</p>

<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que as operadoras atuem em conformidade com a legislação e a jurisprudência, garantindo o acesso rápido e eficaz aos serviços de saúde, e sua eficiência, principalmente em situações críticas. A abusividade nas cláusulas de carência compromete não apenas os direitos dos consumidores, mas também a qualidade e a eficácia dos serviços de saúde prestados pelos planos.</p>

<p class="wp-block-paragraph"><strong>Recomendações aos </strong><strong>Consumidores:</strong></p>
<ul>
<li>
<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Leiam atentamente os contratos dos planos de saúde antes de contratá-los,</strong> verificando as regras de carência para determinados procedimentos.</li>

<li><strong>Em caso de recusa indevida de atendimento, busquem seus direitos,</strong> seja por meio de reclamação à ANS, seja por meio de uma ação judicial.</li>

<li><strong>Denunciem práticas abusivas à ANS,</strong> contribuindo para a construção de um ambiente mais justo e transparente no setor de planos de saúde.</li>

<li><strong>Procurem um advogado especialista, </strong>que poderá direcionar e adotar as medidas legais aplicáveis ao caso, e, em se tratando de tratamento de urgência ou emergência poderá requerer inclusive, liminar judicial obrigar a operadora a cobrir o tratamento.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<!-- /wp:list --><!-- wp:paragraph -->
<p>Portanto, concluímos que para garantir o acesso rápido e eficaz aos serviços de saúde, é fundamental que as operadoras atuem em conformidade com a legislação e a jurisprudência, evitando práticas que prejudiquem os consumidores em momentos de extrema necessidade.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>Além disso, é importante que os consumidores estejam cientes de seus direitos e busquem orientação legal caso se deparem com situações de recusa indevida em seu atendimento.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p>A conscientização e a defesa dos direitos dos consumidores são essenciais para a construção de um ambiente mais justo e transparente no setor de planos de saúde. O respeito aos direitos dos consumidores não apenas fortalece a relação de confiança entre as partes, mas também contribui para a melhoria da qualidade e da eficácia dos serviços de saúde prestados pelos planos.</p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:paragraph -->
<p> </p>
<!-- /wp:paragraph --><!-- wp:image {"id":1260,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="1024" class="wp-image-1260" src="https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1-1024x1024.jpg" alt="" srcset="https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1-1024x1024.jpg 1024w, https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1-300x300.jpg 300w, https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1-150x150.jpg 150w, https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1-768x768.jpg 768w, https://ramirezalvesadv.com.br/wp-content/uploads/2024/05/1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Filiação Socioafetiva: Compreendendo as Complexidades das Relações Familiares na Sociedade Contemporânea e os Efeitos Patrimoniais do Vínculo</title>
		<link>https://ramirezalvesadv.com.br/filiacao-socioafetiva-compreendendo-as-complexidades-das-relacoes-familiares-na-sociedade-contemporanea-e-os-efeitos-patrimoniais-do-vinculo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 21:27:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família e Sucessões]]></category>
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					<description><![CDATA[Propomos uma análise dos novos conceitos de vínculos familiares, definindo os requisitos necessários para a distribuição de um pedido de reconhecimento de filiação socioafetiva, suas implicações legais e sociais, além de um entendimento sobre como têm tramitado esses processos nas varas de família de todo o Brasil e como o judiciário tem se comportado diante [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Propomos uma análise dos novos conceitos de vínculos familiares, definindo os requisitos necessários para a distribuição de um pedido de reconhecimento de filiação socioafetiva, suas implicações legais e sociais, além de um entendimento sobre como têm tramitado esses processos nas varas de família de todo o Brasil e como o judiciário tem se comportado diante dessa temática que, ainda, não possui respaldo no código de processo civil, mas trata-se de construção doutrinária e jurisprudencial com embasamento concreto no ordenamento jurídico pátrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reconhecer e legitimar a multiparentalidade, que é uma excepcionalidade e inovação no direito brasileiro, a sociedade amplia sua compreensão sobre as formas de constituição familiar, promovendo uma visão mais inclusiva e pluralista das relações parentais. O&nbsp; exemplo típico que podemos mencionar é a possibilidade dos padrastos e das madrastas que, por consequências e circunstâncias de fato, exercem voluntariamente a função dos pais biológicos, pois, agora, têm a possibilidade de legitimar esta relação junto ao registro civil das pessoas naturais, isso porque o vínculo de parentesco socioafetivo representa um desdobramento dos tradicionais modelos de filiação, por reconhecerem e legitimarem a existência de múltiplos vínculos parentais em uma mesma relação familiar. Há uma determinada inovação, nas decisões no sentido de que uma pessoa poderá ter mais de um pai e/ou mãe em seu registro civil, quer seja aqueles outorgados pelo laço biológico, ou pelo laço socioafetivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, quando um parente­ &#8211; que neste contexto podemos mencionar um pai ou uma mãe de fato &#8211; deseja reconhecer a filiação em razão dos laços firmados emocionalmente, independentemente da existência de laços biológicos, têm-se uma filiação socioafetiva que é firmada pela importância do cuidado, zelo, apoio mútuo e participação na construção das relações familiares, valorizando as experiências vividas neste ambiente. Esse tipo de filiação pode surgir em diversos contextos, como em casos de adoção de fato, famílias recompostas, famílias homoafetivas ou nas relações de acolhimento e cuidado estabelecidas ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nos referimos ao reconhecimento de paternidade socioafetiva de incapazes um ponto que merece destaque é a supremacia e observância do melhor interesse da criança, isto é, todas as decisões judiciais devem basear-se e &nbsp;enfatizar que o melhor interesse da criança deve ser a principal consideração em casos envolvendo a coexistência de parentalidades socioafetiva. É certo que, a possibilidade de reconhecimento da parentalidade socioafetiva não é uma regra, mas sim uma análise casuística e dependerá do interesse das partes, da instrução probatória e da tramitação regular do pedido. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, no ordenamento jurídico brasileiro há possibilidade de que, este registro seja realizado de forma adicional, constatando-se assim a dupla paternidade ou dupla maternidade, nos casos em que o exercício da função de pai e mãe é realizado pelo parente biológico e pelo parente afetivo, pois, em recente decisão o STJ reconheceu a coexistência entre as paternidades biológica e socioafetiva, afastando qualquer interpretação que hierarquize esses vínculos. <a href="#_ftn1" id="_ftnref1">[1]</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ressalva-se ainda que, os laços firmados não se restringem apenas aos aspectos afetivos e sociais que permeiam as relações familiares, pois referido reconhecimento sujeitará às consequências patrimoniais de tais relações construídas e firmadas pelo vínculo afetivo familiar. É neste sentido que afirma-se que o reconhecimento de um vínculo de parentesco pela afetividade também trará consequências patrimoniais e sucessórias, uma vez que para todos os efeitos, este novo vínculo formado sujeitará o filho afetivo aos efeitos da sucessão, direito à legitima herança e a perpetração de alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que o reconhecimento de um vínculo socioafetivo não necessariamente implica, de nenhum modo, na exclusão da parentalidade biológica, o que, na atualidade, em nosso ordenamento jurídico pátrio também é perfeitamente possível, mas, depende exclusivamente de um pedido formulado e direcionado ao juízo neste específico sentido. Dependerão também da demonstração de requisitos e instrução probatória que viabilizem, manifestação da parte contrária, e o convencimento do juízo da demonstração de causas que legitimem este pedido, o que exemplificativamente podemos mencionar o abandono afetivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda, destaque-se que o Conselho Nacional de Justiça (“CNJ”), em sede de provimento administrativo de n. 83 de 14 de agosto de 2019, autoriza os cartórios de registros civil ao reconhecimento direto de parentesco socioafetiva, desde que, haja constatado: <em>(i)</em> a estabilidade da relação de paternidade ou maternidade socioafetiva, devendo estar exteriorizada socialmente; <em>(ii)</em> a apuração objetiva do vínculo afetivo pelo registrador, mediante verificação de elementos concretos; <em>(iii) a </em>apresentação de documentos que comprovem a afetividade, tais como: o apontamento escolar como responsável do aluno, a inscrição em plano de saúde ou órgão de previdência, o registro de residência na mesma unidade domiciliar, o vínculo de conjugalidade com o ascendente biológico, a inscrição como dependente em entidades associativas, fotografias em celebrações relevantes, declarações de testemunhas com firma reconhecida mediante; <em>(iv) o c</em>onsentimento do filho menor de 18 anos para o reconhecimento da paternidade ou maternidade socioafetiva; <em>(v)</em> o encaminhamento do expediente ao representante do Ministério Público para parecer favorável; <em>(vi)</em> a realização do registro após o parecer favorável do Ministério Público. Em caso de parecer desfavorável, o registrador não procederá ao registro e comunicará o requerente, arquivando-se o expediente. Esclareça-se ainda que qualquer dúvida referente ao registro deve ser remetida ao juízo competente para dirimi-la e há permissão da entidade para inclusão de apenas um ascendente socioafetivo, seja do lado paterno ou materno, assim, caso haja constado interesse na inclusão de mais de um ascendente socioafetivo o pedido deverá tramitar pela via judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ausência de preenchimento de todos estes requisitos não impede os familiares que almejam o reconhecimento de filiação pelo vínculo socioafetivo de distribuírem uma ação judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a filiação socioafetiva representa uma importante evolução no reconhecimento das relações familiares na contemporaneidade, promovendo inclusão e valorização dos vínculos estabelecidos pelo afeto e cuidado mútuo. Ao possibilitar o reconhecimento administrativo ou judicial desses laços, o ordenamento jurídico garante segurança jurídica e emocional para padrastos, madrastas e outros parentes afetivos, além de assegurar os direitos sucessórios, patrimoniais e de convivência familiar das pessoas envolvidas. É fundamental que a sociedade e as instituições jurídicas continuem avançando nesse sentido, respeitando sempre o melhor interesse da criança e promovendo a justiça e equidade nas decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referencias bibliográficas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">REsp n. 1.704.972/CE, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 9/10/2018, DJe de 15/10/2018;</p>



<p class="wp-block-paragraph">REsp n. 1.608.005/SC, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 14/5/2019, DJe de 21/5/2019;</p>



<p class="wp-block-paragraph">REsp n. 1.674.849/RS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 17/4/2018, DJe de 23/4/2018;</p>



<p class="wp-block-paragraph">https://www.mprj.mp.br/documents/20184/712282/provimento_n_63_da_cnj_auxilia_trmites_de_multiparentalidade.pdf ;</p>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://atos.cnj.jus.br/atos/detalhar/2975;
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/jurisprudencia-em-detalhes/familia-e-sucessao/multiparentalidade;
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://ibdfam.org.br/artigos/1822/A+multiparentalidade+como+consagra%C3%A7%C3%A3o+da+din%C3%A2mica+dos+v%C3%ADnculos+sociais
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#_ftnref1" id="_ftn1">[1]</a> REsp n. 1.704.972/CE, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 9/10/2018, DJe de 15/10/2018;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Regime de Bens Entre os Cônjuges e o Pacto Antenupcial</title>
		<link>https://ramirezalvesadv.com.br/o-regime-de-bens-entre-os-conjuges-e-o-pacto-antenupcial/</link>
					<comments>https://ramirezalvesadv.com.br/o-regime-de-bens-entre-os-conjuges-e-o-pacto-antenupcial/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 15:18:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família e Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[cônjuges]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Nubentes]]></category>
		<category><![CDATA[Patrimônio]]></category>
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					<description><![CDATA[O casamento, um elo de amor e união, também marca o início de uma jornada conjunta, permeada por decisões cruciais que afetam diretamente a vida patrimonial do casal. Dentre essas decisões, a escolha do regime de bens desempenha um papel fundamental, delineando como os cônjuges irão compartilhar e administrar seus recursos, tanto os já existentes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O casamento, um elo de amor e união, também marca o início de uma jornada conjunta, permeada por decisões cruciais que afetam diretamente a vida patrimonial do casal. Dentre essas decisões, a escolha do regime de bens desempenha um papel fundamental, delineando como os cônjuges irão compartilhar e administrar seus recursos, tanto os já existentes quanto aqueles adquiridos ao longo da vida a dois, frente às eventualidades do divórcio ou falecimento de um dos cônjuges.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o Código Civil estabelece quatro modalidades de regimes de bens, cada qual com suas particularidades e implicações específicas, sendo eles: comunhão universal, comunhão parcial, participação final nos aquestos e separação total de bens, que se subdivide em convencional ou obrigatória, isto é, em casos em que a lei necessariamente recomenda. É essencial que os nubentes, analisem cuidadosamente as características de cada regime antes de formalizarem sua união, a fim de escolher aquele que melhor se alinha com suas expectativas e planos futuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se pode subestimar a importância de uma comunicação aberta entre os pretendentes, sobre seus patrimônios, tanto os presentes quanto os futuros. Além disso, é válido ressaltar a existência de instrumentos de planejamento familiar, como o pacto antenupcial, que é imprescindível para todos os regimes, com exceção do regime automático de bens atualmente, que é o da comunhão parcial, possibilitando, portanto, aos noivos estabelecerem regras específicas sobre a divisão de bens, dívidas e outros aspectos patrimoniais, indo além do mero aspecto financeiro para abranger questões essenciais à manutenção do relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acerca dos regimes de bens, vale a pena conhecer todas as implicações jurídicas que lastreiam cada um deles, assim, o convidamos para imergir em uma análise pormenorizada, sobre alguns aspetos dos regimes de bens retratados em nosso Código Civil.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Comunhão Universal:</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Anteriormente foi consagrado como o regime automático, antes da vigência do Código Civil de 2002.A comunhão universal de bens, presume que todos os bens, presentes e futuros, sejam considerados comuns entre o casal. Este regime implica na partilha não apenas dos bens adquiridos durante o casamento, mas também daqueles já possuídos ou herdados antes ou na constância da união.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns fatos importantes sobre este regime de bens é, que podemos presumir que, a maioria dos casais que contraíram matrimônio antes da promulgação e da vigência do Código Civil de 2002, provavelmente são casados pelo regime da comunhão universal de bens, o que também nos permite crer que, estes casais partilham não somente dos bens que angariaram na vigência do seu matrimônio, mas também aqueles que já possuíam ou recebidos por herança, seja ela anterior ou posterior ao casamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto porque, o regime da comunhão universal, nos termos do Art. 1.667, em resumo possui como características: (i) todos os bens, presentes e futuros, são considerados comuns; (ii) as dívidas contraídas durante o casamento também lhes são comuns utilizadas em benefício do casal após sua vigência, e (iii) os bens herdados ou doados que não possuem cláusula de incomunicabilidade, também são considerados no acervo patrimônio do casal comumente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fato interessante sobre este regime de bens, foi a recente escolha dos famosos Maíra Cardi e Thiago Nigro, que excepcionalmente, decidiram contrair as suas núpcias sob esta modalidade. Um ponto importante é que, ambas as personalidades possuem um patrimônio que deve ser considerado expressivo e equivalente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">   <strong> 2. Comunhão Parcial:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante mencionar os aspectos do regime da Comunhão Parcial de bens, também conhecido como regime legal ou automático, onde os bens adquiridos antes do casamento não se comunicam nesta modalidade. Os proventos do trabalho também são próprios de cada cônjuge, bem como as pensões que estes porventura recebem, todavia, importante ressaltar que, os bens adquiridos na constância do casamento pelo recebimento desses proventos serão comunicáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os bens herdados e/ou recebidos por doações na constância da união, diferentemente do regime anterior, são de uso exclusivo daquele que recebeu o legado ou a doação. Ressalta-se que em regra, as dívidas que o casal, contrair na constância do casamento também são comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns fatos curiosos que norteiam este regime de bens que podemos mencionar, é a incomunicabilidade de obrigações provenientes de atos ilícitos, casos em que por determinação judicial um dos cônjuges precisar indenizar um terceiro por danos morais ou materiais, ocasião em que, contata-se como uma obrigação pessoal daquele que cometeu o ilícito civil, salvo aqueles casos em que ficar comprovada que a reversão do ilício ocorreu em proveito do casal. Há que se ressaltar ainda que a administração dos bens compete a ambos os cônjuges, todavia, havendo a comprovação de que malversação (má-administração) dos bens, o juiz poderá atribuir a administração apenas a um dos cônjuges.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um fato estranho para muitos é que as operações de compra e venda de bens individuais, aqueles anteriores ao casamente, por si só não gerará comunicabilidade, todavia, é importante ressaltar que, na aquisição de um bem imóvel, a orientação para garantia da exclusividade da propriedade do referido imóvel, é a indicação de que o bem foi comprado com proventos próprios e exclusivo de um dos cônjuges, constatando esta sub-rogação na escritura pública.&nbsp; Assim, não se comunicam aqueles bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos cônjuges em sub-rogação dos bens particulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>    3. Participação Final nos Aquestos:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação final nos aquestos representa um equilíbrio entre a comunhão parcial e a separação total de bens, neste regime, cada cônjuge mantém seu patrimônio individual ao longo do casamento. Essa modalidade oferece uma vantagem significativa ao proteger os bens individuais de cada cônjuge, ao mesmo tempo em que reconhece a contribuição conjunta para a formação do patrimônio familiar. No entanto, a administração dos bens pode se tornar complexa, exigindo um cuidado extra para garantir a justa divisão ao final da relação, mas, caberá, à época da dissolução da sociedade conjugal, direito à metade dos bens adquiridos pelo casal, a título oneroso na constância da sociedade conjugal. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>   4. Separação Legal de Bens:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na separação legal de bens, os cônjuges mantêm total autonomia sobre seus patrimônios, sem que haja comunhão de bens durante o casamento. Cada cônjuge é responsável pelas despesas do casal de acordo com seus rendimentos, e os bens permanecem sob a administração exclusiva de cada um.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ofereça uma maior autonomia financeira aos cônjuges, este regime pode demandar uma cuidadosa delimitação das responsabilidades financeiras e patrimoniais de cada parte, através da celebração do pacto antenupcial. A estipulação clara dos termos e condições deste pacto é essencial para evitar possíveis controvérsias no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observamos que este regime subdivide-se em separação convencional e obrigatório, isto é, quando as partes optam voluntariamente por este regime, ou quando por alguma especificidade das partes, a lei impõe que este seja o regime adotado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">   <strong>5. Pacto Antenupcial:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O pacto antenupcial é um contrato celebrado entre os nubentes antes do casamento, com o objetivo de estabelecer o regime de bens que será aplicado ao seu casamento. O pacto pode ser utilizado para (i) adotar um regime de bens diferente do legal, (ii) estabelecer regras específicas sobre a divisão destes bens, dívidas e outros aspectos patrimoniais; (iii) Incluir cláusulas que protejam o patrimônio individual de cada cônjuge e ainda, para tratar de questões de ordem pessoal, que também poderão ser redigidas e integrantes do pacto, podendo ser exemplificadas nas renúncias aos deveres que se espera de uma relação conjugal, necessidade ou não de coabitação e até mesmo à escolha de dias da semana, por exemplo, a livre escolha religiosa das partes e aspectos que digam respeito a regras para criação dos filhos, sempre, em observância com os ditames da boa-fé, dos usos e costumes e ainda, fazendo atenção aos direitos da criança e da personalidade, assim também poderão ainda ser eleitas cláusulas que contemplem reconhecimento de filhos e nomeação de tutores para estes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca-se ainda que o pacto antenupcial, não deve prever situações contrárias às normas legais, como aquelas que ferem direta ou indiretamente a dignidade, os direitos e garantias fundamentais de um ou ambos os nubentes ou seus filhos. Mas, é de suma relevância mencionar que poderá formar regimes de casamento mistos, ou também conhecidos como regimes híbridos, próprios e específicos para aquele tipo de relacionamento, tomando como base o uso de regimes primários de bens (comunhão universal de bens, comunhão parcial de bens, separação de bens e participação final nos aquestos), com acréscimos às regras e benefícios específicos entre os nubentes entre um ou mais regimes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Necessário ainda esclarecer que, deve este instrumento será celebrado por escritura pública junto a um cartório de notas e posteriormente, será averbado a certidão de casamento junto do registro das pessoas naturais de onde ocorrer a habilitação para o casamento, assim, referidas disposições também serão oponíveis perante terceiros, tudo isso, em observação à Lei, que prevê hipóteses de nulidade ao pacto que não for celebrado sob as formalidades determinada pela lei e exigíveis conforme os artigos 1653 a 1657 do Código Civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante mencionarmos que, tais disposições analogicamente são extensíveis aos companheiros que convivam em união estável, assim, de igual modo poderão definir o regime de bens na constância da união e caso os conviventes, queiram estabelecer diretrizes diferentes do regime automático de bens, devem &nbsp;de igual modo, formalizar um contrato de convivência, o qual sugere-se a realização por escritura pública a fim de obstar quaisquer contestações e prejuízos em eventual dissolução.</p>
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		<title>Regularização Imobiliária: Entenda o Processo e Importância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Mar 2024 13:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Direito imobiliário]]></category>
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					<description><![CDATA[A regularização imobiliária é um processo fundamental para garantir a legalidade e a segurança jurídica do seu imóvel. Na atualidade, a maioria dos imóveis são construídos ou adquiridos sem o devido registro ou com pendências que podem gerar problemas futuros para os possuidores e/ou proprietários de fato, do imóvel. Neste artigo, vamos abordar a importância [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">A regularização imobiliária é um processo fundamental para garantir a legalidade e a segurança jurídica do seu imóvel. Na atualidade, a maioria dos imóveis são construídos ou adquiridos sem o devido registro ou com pendências que podem gerar problemas futuros para os possuidores e/ou proprietários de fato, do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, vamos abordar a importância de dar visibilidade e regularidades ao seu imóvel, bem como o procedimento pode ser realizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é a regularização imobiliária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É o processo pelo qual um imóvel é regularizado perante os órgãos competentes, tais como: a prefeitura, o cartório de registro de imóveis e outros órgãos públicos, quando necessário. Isso inclui a regularização de documentos, como a escritura e o registro do imóvel, abertura de matrícula, transformação de transcrição em matrícula, entre outros, bem como a regularização de eventuais construções, ampliações ou reformas que não estejam devidamente averbadas, tudo isso, de acordo com a legislação vigente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a regularização imobiliária é importante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um imóvel irregular pode expor o proprietário a diversos riscos, isto porque a regularização do bem garante ao seu titular:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a segurança jurídica, pois assegura que ele está devidamente registrado em nome dos proprietários de fato, podendo reivindicá-los perante a terceiros; </li>



<li>a regularização permite que o possuidor possa usufruir plenamente do imóvel, podendo, por exemplo, vendê-lo, alugá-lo ou utilizá-lo como garantia em operações financeiras, e reavê-lo de quem quer que o detenha injustamente, conforme disposição do artigo 1.228 do Código Civil;</li>



<li>imóveis irregulares ️ são avaliados muito abaixo do valor de mercado, gerando diminuições no preço no momento da venda;</li>



<li>a regularização aumenta significativamente o valor do imóvel;</li>



<li>auxilia no processo de venda do imóvel, e respectiva transferência;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, outro ponto relevante é que a regularização imobiliária contribui para o desenvolvimento urbano sustentável, uma vez que impede a ocupação irregular do solo e garante que as construções estejam de acordo com as normas de segurança e de preservação ambiental, de acordo com a legislação própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como é realizado o processo de regularização imobiliária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de regularização imobiliária pode variar de acordo com a situação específica do imóvel e da legislação local onde encontra-se o imóvel. No entanto, de forma geral, ele envolve as seguintes etapas:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levantamento da situação do imóvel: é feita uma análise detalhada da documentação do imóvel para identificar eventuais pendências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regularização da documentação: são providenciados os documentos necessários para a regularização, como escrituras, certidões, plantas do imóvel, averbações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Regularização das construções: caso haja construções irregulares, é necessário regularizá-las junto à prefeitura, apresentando projetos e obtendo as devidas aprovações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Registro do imóvel: por fim, o imóvel é registrado no cartório de registro de imóveis competente, o que garante sua legalidade perante a lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como é realizado o processo de regularização imobiliária?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de regularização imobiliária pode variar de acordo com a situação específica do imóvel e da legislação local. Em geral, a regularização pode ser feita por meio de ação judicial, em casos onde o imóvel não encontra-se registrado na matrícula do imóvel, em nome do atual possuidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, é possível, preenchendo os requisitos legais, ingressa com uma ação de usucapião, sendo essa um pedido de aquisição originária de propriedade, ou eventual ação de adjudicação compulsória, em casos em que o vendedor do imóvel esteja obstaculizando a transferência do bem para o nome dos compradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, em alguns casos, a regularização pode ser feita de forma extrajudicial, por meio de procedimentos administrativos junto aos órgãos competentes, como a prefeitura e junto ao próprio cartório de registro do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por oportuno, ressaltamos que, se você, já é proprietário registral ou possuidor de um imóvel, estando o imóvel desocupado, diligenciar e se certificar que o imóvel não está sendo ocupado por terceiros. Ademais, havendo locação do imóvel a terceiros, é importante manter um contrato atualizado e formalizado, entre o locador e locatário, a fim de evitar riscos, inclusive a perda da posse e propriedade do imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A regularização imobiliária é um processo essencial para garantir a legalidade e a segurança jurídica de imóveis. Além de beneficiar os possuidores, ela contribui para o desenvolvimento urbano sustentável e para a preservação do patrimônio privado. Por isso, é importante que os possuidores estejam atentos às exigências legais e busquem a regularização de seus imóveis quando necessário.</p>
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		<title>Garantias e Direitos Fundamentais dos Passageiros Frente às Companhias Aéreas. Um Guia Completo:</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 22:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[O transporte aéreo é uma ferramenta crucial na conectividade global, permitindo que passageiros se desloquem entre diferentes regiões com agilidade e conforto. No entanto, como em qualquer serviço, imprevistos e problemas podem surgir, impactando a experiência do consumidor. Nesse contexto, é fundamental que os passageiros estejam cientes de seus direitos e saibam como agir em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">O transporte aéreo é uma ferramenta crucial na conectividade global, permitindo que passageiros se desloquem entre diferentes regiões com agilidade e conforto. No entanto, como em qualquer serviço, imprevistos e problemas podem surgir, impactando a experiência do consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, é fundamental que os passageiros estejam cientes de seus direitos e saibam como agir em situações adversas. No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) assume um papel crucial ao regulamentar o setor aéreo, estabelecendo normas e resoluções que visam proteger os direitos dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que se refere às viagens em continente Europeu, há uma regulamentação especifica para tratar dos direitos dos passageiros, e aplica-se a todos os voos que partem de um aeroporto da União Europeia, incluindo a Islândia, a Noruega e a Suíça, bem como para todos aqueles voos operados por transportadoras aéreas comunitárias que partem de um aeroporto localizado num país terceiro com destino a um aeroporto situado no território de um Estado-Membro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Resolução nº 400/2016 da ANAC:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Resolução nº 400/2016 da ANAC é um marco na proteção dos direitos dos passageiros em diversas situações, tais como atrasos, cancelamentos e interrupções de voos. Referida normativa, garante assistência material e alternativas adequadas em circunstâncias inesperadas, assegurando minimamente conforto e segurança aos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Assistência Material em Caso de Atrasos, Cancelamentos e Interrupções de Voos:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em caso de atrasos, cancelamentos ou interrupções de voos, os passageiros têm direito a assistência material, que inclui:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Comunicação: a companhia aérea deve fornecer ao passageiro informações claras e precisas sobre a situação do voo, incluindo o motivo do atraso, cancelamento ou interrupção, a previsão de regularização do voo e as opções de reacomodação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alimentação: a companhia aérea deve fornecer alimentação adequada ao tempo de espera, de acordo com a faixa horária do voo e a duração do atraso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acomodação: em caso de atrasos superiores a 4 horas para voos domésticos ou 6 horas para voos internacionais, a companhia aérea deve fornecer acomodação em hotel ou similar, incluindo traslado de ida e volta ao aeroporto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Overbooking:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações de overbooking, quando há mais passageiros confirmados do que assentos disponíveis no voo, a companhia aérea deve tentar negociar com os passageiros e identificar usuários voluntários para renunciar ao embarque, oferecendo em troca uma compensação, seja por meio de reembolso integral do valor da passagem, reacomodação em outro voo ou transporte por outra modalidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regulamento (CE) N.º 261/2004 da União Europeia:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Importante ressaltar que se você estiver com viagem marcada para o território Europeu, as regras e regulamento (CE) de n.º 261/2004, aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho em 11 de fevereiro de 2004, que estabelece normas comuns para compensação e assistência aos passageiros de transportes aéreos em situações de recusa de embarque, cancelamento ou atraso significativo de voos, precisarão ser observadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta regulamentação já estima inclusive os valores de reembolso e compensações conforme o período de atraso e condições de inconsistências à viagem programada, e também prevê a obrigatoriedade de a companhia aérea fornecer:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>direito à informação, assim a companhia aérea deve fornecer um documento com as condições de assistência e compensação;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em></em>viabilizar a assistência adequada, incluindo alimentação, bebidas, comunicação (como ligações telefônicas ou acesso à internet) e, se necessário, acomodação e transporte entre o aeroporto e o local de alojamento;</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em></em>reembolso integral ou transporte alternativo, o que permitirá ao passageiro escolher entre receber o reembolso do bilhete para partes que não embarcaram, transporte alternativo até o destino final sob condições comparáveis, ou transporte em uma data posterior conveniente para o passageiro, e, ainda, conforme o caso, o passageiro tem direito a uma compensação imediata entre 250€ e 600€, dependendo da distância do voo e do tempo de atraso na chegada ao destino, referidos valores podem ser reduzidos pela metade se a companhia oferecer transporte alternativo e compensar&nbsp;o&nbsp;atraso.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecer seus direitos como passageiro é fundamental para garantir uma viagem tranquila e segura. Em caso de problemas com voos, seja no Brasil ou na Europa, os passageiros podem exigir da companhia aérea o cumprimento das normas e resoluções que os protegem e caso continue com problemas, acione um advogado para te orientar e se necessário distribuir alguma demanda judicial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, lembre-se de guardar todos os documentos relacionados à sua viagem, como bilhetes, comprovantes de compra, cartões de embarque e recibos de despesas, e observar o prazo prescricional de 05 (cinco) anos para solicitação de&nbsp;indenizações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>✈️ Conheça seus direitos como passageiro aéreo e voe tranquilo!</p>
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			</item>
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		<title>Quando é possível a revisão contratual? Saiba mais! </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Feb 2024 16:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito do Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o Código Civil brasileiro, contrato é o acordo de vontades que tem por finalidade criar, modificar ou extinguir direitos e obrigações. O Contrato, nada mais é que um acordo de duas ou mais partes, para a delimitação e estabelecimento de direitos e obrigações entre si. O contrato pode ser celebrado de forma verbal ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Código Civil brasileiro, contrato é o acordo de vontades que tem por finalidade criar, modificar ou extinguir direitos e obrigações. O Contrato, nada mais é que um acordo de duas ou mais partes, para a delimitação e estabelecimento de direitos e obrigações entre si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contrato pode ser celebrado de forma verbal ou por escrito, dependendo da natureza do negócio jurídico envolvido e das exigências legais específicas, variando de acordo com a formalidade que a lei atribui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É certo que se têm uma longa história que marca a transição dos contratos, ao longo dos séculos, passando-se de barbárie para um período de evolução humana. É, neste sentido, que o Direito Romano é considerado um marco inicial no estudo dos contratos, pois, para os romanos, o contrato tinha um sentido restrito, ligado apenas à criação de obrigações entre as partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No direito moderno, o contrato não é apenas um instrumento para criar obrigações, mas também para modificar ou extinguir relações jurídicas. Antes, no entanto, as formas contratuais eram tão importantes que eram equiparadas a um sacramento, exigindo rigor mesmo que não expressassem exatamente a vontade das partes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época da Lei das XII Tábuas, a intenção das partes era expressa por palavras, enquanto no Direito Romano as formas tinham que ser manifestas, e, portanto, escritas, para cumprir uma solenidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contrato já estava estruturado a partir do acordo de vontades no Direito Romano, gerando obrigação com base em formas correlatas às categorias de contrato reconhecidas até então: “verbis” (por palavras), “re” (por coisas) ou “litteris” (por escrito). Nesses contratos, o elemento formal prevalecia sobre a vontade propriamente dita, exigindo a observância das formas prescritas como um ritual de celebração minucioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vê-se, portanto, que bastava externar as fórmulas correspondentes à categoria dos contratos, para que nascesse a obrigação entre as partes, sendo que as formas deviam ser obedecidas, ao passo que a vontade das partes quanto ao aspecto de sua forma, era irrelevante para referida solenidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O elemento subjetivo para formar o contrato como sendo a vontade das partes nasceu no Direito Justiniano, momento em que sem este indicativo, isto é, sem a vontade literal da parte, os contratos não poderiam ser formalizados por ausência de requisito elementar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nítido que os contratos se amoldaram conforme as necessidades da sociedade, se aperfeiçoando ao longo dos anos. Não por outro motivo, é que os contrato de adesão nasceram na Revolução Industrial, que mudou a face dos contratos ante a grande volumetria na produção e circulação de mercadorias da época, momento em que surgiram demandas urgentes que não podiam esperar pela tradicionalidade na elaboração minuciosa que demanda um contrato, devido à produção em massa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse processo aumentou a produção, exigindo novas formas contratuais para acelerar a produção, nascendo, portanto, os contratos de adesão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos, portanto, diversos princípios que regem as relações contratuais, um deles é o princípio “pacta sunt servanda”, que do latim, significa dizer que os contratos devem ser cumpridos integralmente e é uma das bases fundamentais do direito contratual. No entanto, esse princípio por muito tempo foi absoluto, ao passo que com avanços significativos da nossa Legislação, notadamente com a modificação do nosso Código Civil (“CC”) em 2002 e com a promulgação do Código de Defesa do Consumidor (“CDC”) em 1990, esse princípio passou a ser relativizado em certas circunstâncias, especialmente nos contratos de adesão, nos quais uma das partes impõe as condições do contrato de forma unilateral. Isso porque, embora em determinadas sociedades, houvesse uma relativização, desde os primórdios, não havia uma regulamentação acerca do tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, o CDC estabelece uma série de proteções para preservação de direito dos consumidores, visando justamente equilibrar a relação contratual e evitar abusos por parte dos fornecedores e prestadores de serviços, uma vez que, o consumidor aceita as cláusulas ali delimitadas, sem poder externar qualquer possibilidade de negociação ou modificação do contrato que será celebrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, surgiu a necessidade da criação de mecanismos jurídicos para proteção dos interesses dos consumidores, partes vulneráveis nas relações jurídicas, sendo uma das ferramentas previstas tanto no CDC como no CC, a chama cláusula “<em>rebus sic stantibus</em>” de locução latina que traduzida significa “<em>estando assim as coisas</em>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referida previsão, permite a revisão ou resolução do contrato caso ocorram mudanças significativas nas circunstâncias em que o contrato tenha sido originalmente celebrado, tornando-o excessivamente oneroso ou desproporcional a uma parte, em benefício da outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aplicação da cláusula “rebus sic stantibus” nos contratos de adesão está em consonância com os princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato, tanto pela nossa legislação Civil, quanto pelas normas que regem as relações de consumo. Esses princípios exigem que as partes ajam de forma honesta e leal mutuamente entre si, levando em consideração não apenas seus interesses individuais, mas também os interesses da coletividade, bem como a equidade nas relações contratuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, quando há uma mudança imprevisível e extraordinária para uma parte, tornado a execução de um contrato excessivamente onerosa para uma delas, é possível pleitear a revisão ou resolução do contrato com base no princípio “rebus sic stantibus”, desde que sejam observados os requisitos legais para sua aplicação. Esses requisitos incluem a imprevisibilidade da mudança, sua gravidade e a ausência de alternativas razoáveis para a parte prejudicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A título exemplificativo, podemos mencionar três fatídicas situações práticas da aplicação da benesse legal,</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Aumento exorbitante do preço de um produto ou serviço: Se o preço de um produto ou serviço aumentar significativamente após a celebração do contrato;</li>



<li>Superveniência de legislação que torna o contrato inexequível: Se uma nova lei torna o contrato impossível de ser cumprido, um pedido de resolução contratual poderá ser formulado;</li>



<li>Constatação de ocorrências de eventos fortuitos ou de força maior que impedem a execução de um determinado contrato: Se um evento imprevisível e inevitável impede a execução do contrato, referida disposição poderá ser tutelada.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a relativização do princípio “pacta sunt servanda” que significa dizer que o contrato é a própria lei para as partes, diante da aplicação da cláusula “rebus sic stantibus” nos contratos de adesão representam um importante avanço na proteção dos direitos também dos consumidores, garantindo que eles não fiquem à mercê de cláusulas abusivas ou de situações imprevisíveis que possam tornar a execução e a manutenção de um contrato injusta ou excessivamente onerosa. Tudo isso, visando contribuir para a promoção da justiça contratual e para o equilíbrio nas relações contratuais, fortalecendo os princípios fundamentais do direito extensivamente também ao consumidor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da complexidade e das possíveis nuances na interpretação e aplicação dos princípios e cláusulas contratuais, é fundamental que, ao surgir interesse na análise de um contrato, as partes busquem o auxílio de um advogado profissional hábil e necessário para examinar minuciosamente os termos do contrato, identificar eventuais cláusulas abusivas ou ambíguas, e orientar as partes sobre seus direitos e obrigações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta a um advogado é fundamental para prevenir litígios futuros, para revisar os seus contratos, e, ainda, para tutelar um pedido para sua resolução atos, bem como para garantir que o contrato seja elaborado de forma a atender aos interesses das partes de maneira justa e equilibrada.</p>
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		<title>Inventário &#038; Holding Familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Feb 2024 17:20:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito de Família e Sucessões]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Holding Patrimonial]]></category>
		<category><![CDATA[Holding Familiar]]></category>
		<category><![CDATA[Inventário Judicial e Extrajudicial]]></category>
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					<description><![CDATA[A sucessão à herança é um tema de grande repercussão no mundo jurídico desde tempos imemoriais, sendo que a transição dos ativos do falecido (“de cujus”) para seus herdeiros, ao longo da história, impulsionaram para significativos avanços e mudanças nas regras da sucessão legal. Portanto, tem sido objeto de regulamentação legal, e aprimoramento, sendo questão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sucessão à herança é um tema de grande repercussão no mundo jurídico desde tempos imemoriais, sendo que a transição dos ativos do falecido (“<em>de cujus</em>”) para seus herdeiros, ao longo da história, impulsionaram para significativos avanços e mudanças nas regras da sucessão legal. Portanto, tem sido objeto de regulamentação legal, e aprimoramento, sendo questão de grande repercussão e preocupação social e no Brasil, esse processo é regido por um conjunto específico de leis e procedimentos, que visam garantir a justa distribuição dos bens do falecido e a proteção dos direitos dos herdeiros igualitariamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, o inventário emerge como um procedimento essencial para formalizar a transferência de patrimônio após o falecimento de um indivíduo, dando a devida destinação em igualdade de trato entre os herdeiros do de cujus, utilizando-se de critérios para divisão patrimonial que observam os princípios legais e a preservação de direitos das partes interessadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o inventário além da identificação e avaliação dos bens deixados pelo de cujus, estabelece também as bases legais e isonômicas para uma distribuição justa e equitativa dos bens entre os herdeiros, que receberão seu quinhão hereditário de forma igualitária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o processo de inventário pode ser complexo e envolver uma série de questões legais e burocráticas e é essencial que os herdeiros estejam cientes dos seus direitos e obrigações, bem como das possibilidades jurídicas que lhe assistem e que estejam disponíveis para a realização do inventário, seja ele judicial ou extrajudicial, também é indispensável que as Partes estejam assessorados por um especialista jurídico em direito das sucessões em planejamento patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a legislação brasileira, o inventário judicial é obrigatório em casos em que houver discordância entre os herdeiros, testamento ou interessado que seja incapaz. Por outro lado, se todos os herdeiros forem plenamente capazes e estiverem acordes, o inventário e a partilha poderão ser feitos por escritura pública, conforme preceitua o parágrafo primeiro do artigo 610 da Lei nº 10.105 de 16 de março de 2015.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em se tratando de inventário extrajudicial, a escritura pública constituirá documento hábil para qualquer ato de registro e será considerado justo título para transferência patrimonial seja relativamente aos bens móveis ou imóveis, bem como para o levantamento de importâncias depositadas junto as instituições financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que o imposto sobre a transmissão de bens <em>causa mortis</em> ou doação (“ITCMD”), é um imposto estadual, e será apurado de acordo com a legislação de cada ente da federação onde estiver situado os bens objeto da partilha. As alíquotas variam geralmente de 2% (dois por cento) até 8% (oito por cento) do valor de avaliação do bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do inventário extrajudicial, há também a necessidade de observar os emolumentos cartorários que precisam ser pagos para a lavratura da escritura pública junto ao cartório de notas. O valor desses emolumentos é cobrado de acordo com o conjunto de bens do inventário, podendo variar de um caso para outro, mas sempre em observância às regras do Colégio Notarial do Brasil e da seção de cada estado, assim, trata-se de uma cobrança tabelada e cobrada nos termos da regulamentação específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, os custos judiciais, a depender da situação econômica dos interessados, poderão ser menores e avaliados caso a caso. No entanto, o fator negativo é o tempo de duração do procedimento judicial, que pode se estender por vários meses ou até mesmo anos, dependendo da complexidade do caso. Além disso, na maioria das vezes, os advogados costumam cobrar um percentual do conjunto de bens herdados à título de honorários advocatícios, que refletirá a complexidade do processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É de suma importância observarmos que, em ambos os casos, o processo deve ser iniciado em até 60 (sessenta) dias após o falecimento do autor da herança, para que haja transmissão da declaração do ITCMD junto a Fazenda Pública Estadual, evitando que os herdeiros paguem multas que poderão refletir em um aumento de até 20% (vinte por cento) no valor no imposto que é devido, pela omissão da declaração no prazo determinado pela lei tributária, podendo gerar complicações jurídicas e atrasos na transferência dos bens aos herdeiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, independentemente da modalidade escolhida, é essencial contar com a orientação e o acompanhamento de um advogado especializado em direito sucessório para garantir a correta partilha de bens entre os herdeiros e evitar anulação dos atos praticados. Ao buscar assistência jurídica adequada e seguir corretamente os trâmites legais, os herdeiros podem garantir uma transferência de bens eficiente, célere e complicações&nbsp;posteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você sabia que é possível fazer um planejamento patrimonial em vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que permitirá a organização dos bens, a divisão destes e ainda auxiliará na redução legal de cargas tributárias, bem como trará uma espécie de blindagem para o patrimônio construído pela família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a constituição de uma Holding Familiar, é possível planejar a destinação dos bens, conforme o exercício da vontade familiar, nos limites estabelecidos pela Lei, o que facilitará e flexibilizará o procedimento de inventário para seus herdeiros.</p>
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		<title>Franquia Empresarial: Entenda o Modelo de Negócio e Documentos Essenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ramirez Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2024 15:21:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Direito Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[Franchising]]></category>
		<category><![CDATA[Franqueado]]></category>
		<category><![CDATA[Franquia]]></category>
		<category><![CDATA[Modelo de Negócio]]></category>
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							<p></p>
<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">No universo empresarial, a franquia representa um modelo de negócio que estabelece uma parceria entre o franqueador e o franqueado, proporcionando uma oportunidade única de empreendedorismo. O contrato de franquia e a circular de oferta de franquia (“COF”), regulamentados pela Lei 13.966/2019, desempenham um papel essencial nesse contexto, pois, formalizam direitos e responsabilidades, portanto são tidos como documentos fundamentais e obrigatórios, neste modelo de negócio.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">A COF, em resumo, é um dossiê de informações que o franqueador tem a obrigação legal de disponibilizar com antecedência mínima de 10 dias à assinatura do contrato. Seu propósito é fornecer ao franqueado informações abrangentes sobre o negócio proposto, abordando desde a estrutura societária do franqueador até a visão completa da rede, trata-se de um documento equivalente a um dossiê de informações. </p>
<p></p>
<p></p>
<p class="wp-block-paragraph">O contrato de franquia vai além, minuciosamente descrevendo as atividades da franquia, estabelecendo critérios territoriais e definindo claramente as obrigações do franqueador e do franqueado. Embora o registro da franquia junto ao INPI não seja mandatório, sua importância é crucial para validar o negócio perante terceiros e em questões fiscais e monetárias, destacando a abrangência territorial da marca.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">No âmbito da remuneração nas franquias, diversos elementos compõem essa dinâmica complexa, como royalties, taxa inicial de franquia, taxa periódica de franquia, taxa de publicidade ou fundo de propaganda e taxa de renovação. Compreender a composição desses valores é vital para o franqueado, pois envolve pagamentos recorrentes, taxas iniciais e periódicas, além de custos associados à renovação do contrato.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Assim, sumariamente, podemos dizer que os pagamentos recorrentes pelo uso da marca e suporte da franquia, são fundamentais para a sustentabilidade do modelo de negócio, bem como a cobrança de taxa no início da parceria, taxa periódica para manutenção desta, e cobranças para a renovação do contrato, são relativamente comuns, neste tipo de relação empresarial.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Em resumo, compreender esses elementos é crucial para garantir uma parceria duradoura nos contratos de Franquia, destacando a importância de equilibrar os aspectos contratuais e financeiros para o sucesso de uma parceria duradoura e bem-sucedida.</p>
<p></p>
<p></p>
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Você precisa de ajuda para franquear ou ser franqueado de um negócio promissor? Entre em contato para esclarecimento das suas dúvidas!</p>
<p></p>						</div>
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